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A Ponte que o Ódio Não Conseguiu Quebrar

🌈 A Ponte que o Ódio Não Conseguiu Quebrar Era uma vez uma pequena floresta chamada Floresta do Abraço. Nela viviam muitos animais que gostavam de brincar, conversar e ajudar uns aos outros. Entre eles havia dois coelhinhos, Lia e Tom, que eram muito amigos. Mas, certo dia, Tom descobriu que Lia queria brincar de uma coisa diferente. — Se você não fizer o que eu quero, não sou mais seu amigo! — disse Tom, cruzando os braços. Lia ficou triste. No dia seguinte, Tom tentou novamente: — Se você escolher essa brincadeira, vou ficar bravo com você! Lia respirou fundo e respondeu: — Tom, eu gosto muito de você, mas não quero escolher por medo de você ficar bravo. Podemos conversar e encontrar uma brincadeira que seja boa para nós dois. Tom ficou surpreso. Ele estava acostumado a conseguir o que queria quando fazia os outros sentirem medo, culpa ou tristeza. Naquele momento, a velha coruja Amélia, que observava tudo do alto de uma árvore, aproximou-se. — Queridos, vocês sabem o que acontece q...

Arma invisível

Arma invisível  Lucas tinha 16 anos e estava acostumado a conseguir o que queria de um jeito que nem percebia mais. Quando alguém dizia “não”, ele se afastava, ignorava mensagens, fazia comentários cruéis ou dizia: — Então esquece que eu existo. No começo, funcionava. Os amigos acabavam cedendo. A mãe mudava de ideia. Até sua irmã muitas vezes fazia aquilo que ele queria para evitar uma discussão. Lucas confundia uma coisa com outra: pensava que ter poder era fazer as pessoas terem medo de perdê-lo. Certo dia, sua melhor amiga, Ana, decidiu não participar de uma festa com ele. — Eu entendo que você queira ir comigo — disse ela —, mas dessa vez eu escolhi não ir. Lucas ficou irritado. — Então você não é minha amiga de verdade! Ana respirou fundo. — Eu sou sua amiga. Mas ser sua amiga não significa fazer tudo o que você quer. Lucas ficou em silêncio. — Se você realmente gosta de mim — continuou Ana —, não precisa me ameaçar com a sua ausência. Você pode ficar chateado. Pode discordar...

Chega de usar o ódio para controlar

O Amor Não É Poder Chega de usar o ódio como arma e como prisão, de ferir quem está por perto para ter controle e razão. Ninguém deveria precisar ameaçar para ser ouvido, provocar culpa, causar medo para manter alguém consigo. Amor não é posse, não é disputa, nem prisão. Não se constrói com ameaças, nem com medo da separação. Quem ama também respeita o direito do outro escolher. Pode ouvir um “não” com tristeza e, ainda assim, compreender. Limites não são muros, nem significam deixar de amar. Às vezes, dizer “até aqui” é uma forma de cuidar. Que possamos trocar o grito pela coragem de dialogar, a culpa pela responsabilidade, e o medo pela liberdade de amar. Chega de transformar o ódio em instrumento de controle. Que a maturidade nos ensine a cuidar sem ferir a alma. Porque amor de verdade não precisa dominar. Não prende, não ameaça, não exige para ficar. O amor não quer poder sobre alguém. Quer caminhar ao lado, com respeito, liberdade e paz. 🌱❤️

Não guarde no coração

Não guarde no coração as palavras ofensivas ditas por quem está em sofrimento. Aprenda a acolher o que faz sentido, descartar o que machuca e , simbolicamente, queimar e carbonizar aquilo que não precisa permanecer em você. Somente você pode fazer isso.  Se eu te machuquei, eu sinto muito, perdoe-me. 

Combinados de Convivência da Nossa Família

Nossa casa é um lugar de pertencimento, fé, amor, respeito, segurança, hierarquia e equilíbrio. Aqui, cada pessoa tem o direito de ser quem é, expressar o que sente, desenvolver suas potencialidades, construir sua autonomia e contribuir para o bem de todos. Somos uma família em constante aprendizagem. Nossos combinados são caminhos para cuidar de nós mesmos, uns dos outros e da nossa convivência. 1. Respeito, lealdade e verdade Todos merecem ser tratados com dignidade, respeito e lealdade, independentemente da idade ou do lugar que ocupam na família. Não aceitamos violência, humilhação, insultos, ameaças ou qualquer atitude que diminua o outro. Cuidamos da nossa reputação e da reputação de quem amamos. Falamos a verdade com honestidade e responsabilidade, sem distorcer fatos ou criar falsas versões que possam ferir ou prejudicar alguém. 2. Todos têm voz e aprendem a escutar Cada pessoa pode expressar o que pensa, sente e precisa. Criamos momentos de diálogo e escuta, inclusive um encon...

Memórias Afetivas e Projeto Pedagógico

Memórias Afetivas: quando os sentidos guardam histórias Jaqueline Machado, filha de Leontina Aparecida Machado e Bento Vicente Machado  Existem memórias que não ficam apenas na mente. Elas vivem em nós e despertam através dos sentidos. Um sabor pode nos levar de volta à cozinha da infância. Um cheiro pode trazer a presença de alguém que amamos. Uma música pode despertar uma saudade adormecida. Um toque pode transmitir acolhimento, segurança ou carinho. Uma imagem pode nos transportar para um lugar onde fomos felizes. São as memórias gustativas, olfativas, auditivas, visuais e táteis — experiências sensoriais que se entrelaçam com nossas emoções e constroem aquilo que chamamos de memória afetiva. Os sentidos são caminhos que ligam o presente ao passado. Eles despertam sentimentos, histórias e experiências que permanecem profundamente registradas em nosso ser. Quando sentimos novamente aquele perfume, ouvimos aquela canção ou provamos aquele sabor, algo dentro de nós reconhece: eu já...

Mãe e Pai: instrumentos de Deus

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Mãe e Pai: instrumentos de Deus A mãe é um instrumento de Deus, escolhida para acolher em seu ventre e dar a oportunidade da vida a um ser que também vem de Deus. O pai, igualmente, é um instrumento de Deus, chamado a oferecer segurança, proteção, cuidado e amor a esse ser que lhe foi confiado: seu filho ou sua filha. Assim como Jesus teve em Maria uma mãe que o acolheu e em José uma figura paterna de proteção, cuidado e presença, cada mãe e cada pai recebem a missão de amar, cuidar e proteger seus filhos, reconhecendo neles um dom precioso da vida e uma expressão do amor de Deus.